Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diario de Bordo

Pequenos grandes nadas que me vao acontecendo...

Diario de Bordo

Pequenos grandes nadas que me vao acontecendo...

“Sinto falta do teu cheiro…

Da tua respiração…

Sinto o teu toque sem me tocares.

Recordo as palavras, os olhares, os silêncios…

Sinto-te aqui e não te consigo deixar ir…”

 

Existe um momento em que alguém nos marca.

Um momento em que tudo pára e se transforma.

Um momento onde a magia realmente acontece!

Chamam-lhe Paixão…

Mas, e quando o tempo passa e tudo permanece? Ainda é Paixão?

Chamo-lhe Amor…

O Amor, talvez seja isto: um pensamento presente, uma imagem que permanece, um sorriso que se esboça ao lembrar, um sonho acordado que surge, uma lágrima de saudade, uns pingos de chuva de verdade, um cheirinho a castanhas, um sabor a cerejas, uma flor que se cuida, um perfume que não desaparece, um abraço imaginado que aperta, um suspiro que arrepia…

Talvez seja isto, o Amor!

 

E quando esse momento é negado ou quebrado, como se segue em frente?

Como se deixa ir alguém que nos marca?

Como se deixa ir um Amor?

 

Muitas vezes ouço: “Não era o destino! Se tiver que ser, voltaremos a nos encontrar! É a vida…”

Não sei se isso do destino existe, acredito sim, que as nossas escolhas, certas ou erradas, decidem o nosso destino!

Está em nós a capacidade de agarrar a vida que queremos! Mesmo com medo, devemos ir…

 Como se deixa ir alguém que se Ama?

 “Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. (…) Quem procura evitar o luto,

prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar.

 

Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

 

MEC

 

mec.jpg

 

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 06.12.2019

    Quem sabe não essa a solução mais coerente..

    Mas a alma humana e diferente de pessoa pra pessoa..e isso que nos destingue.!!

    Conheço muita pessoas como tu..mas também conheço as outras,,,


    Beijinhos

  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.