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Diario de Bordo

Pequenos grandes nadas que me vao acontecendo...

Diario de Bordo

Pequenos grandes nadas que me vao acontecendo...

Sex | 19.04.24

Aceitar o que vier, e o que não vier também.

Calimero

Atravessarmo-nos até ao outro lado de nós, onde já estamos e nos esperamos sem saber o que esperar de nós, mas sabendo que lá chegaremos, que não nos faltaremos no que de nós sempre resta. Que nos chegaremos, que nos bastaremos, e que isso chega para respirarmos dia a dia, o dia que vem e tudo o que vai. Respirar até um dia - e pode ser mesmo só um dia - o dia nos respirar e a vida nos encher os pulmões da alma que sabemos que sente, que foi feita para sentir, e isso nada nos tira, pode adormecer, pode até adoecer, mas o que é verdadeiramente nosso não se perde, nem nos podem roubar. Mesmo que nos roubem o chão que nos enxuga as lágrimas, as lágrimas são nossas, o sorriso que as seca também, como a alma que nos habita e não nos morre. A alma é o que somos, é o nosso último reduto, a nossa essência, o que fica quando tudo o que pode ir vai, quando nada mais nos acresce além de nós. E há dias em que nos basta para aceitar o dia e agasalhar as noites. Sabermos quem somos. Mesmo que nos pareça pouco, nos pareça pequeno, nos pareça frágil. Mesmo que não consigamos ver em nós o que nos vêem.

Nos dias em que não se acredita, aceitar. O que vier, e o que não vier também.

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(imagem retirada da net)

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