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Diario de Bordo

Pequenos grandes nadas que me vao acontecendo...

Diario de Bordo

Pequenos grandes nadas que me vao acontecendo...

Seg | 22.04.24

Ainda não desisti!...

Calimero

Ainda não desisti das coisas que toda a gente me diz que são impossíveis de alcançar.

 Não por serem coisas que custem muito dinheiro (que eu não tenho) mas sim, pelo simples facto, de serem coisas breves de tão eternas que são.

 O cheio a alfazema do colo da minha avó, os serões à lareira, com o gato preguiçosamente deitado no meu colo, que todas as noites queimava o rabo, deixando no ar um cheio que nos fazia rir, os filmes a preto e branco que os meus olhos viam a cores, e as primeiras sensações de solidão, de alegria, de medo e de eterna liberdade.

 Ainda não desisti de ser correcta, humilde e uma sonhadora crónica.

 Continuo a detestar a vulgaridade, a injustiça, a maldade e as pessoas que desconhecem o significado destas três palavras: vulgaridade, injustiça e maldade.

 Ainda não desisti nem de mim, nem das pessoas que me desiludem, porque tenho a certeza que também eu já desiludi alguém. (Mea Culpa!)

 Ainda não desisti de muita gente, nem de ser Gente...

(A.F.Luz)

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Sex | 19.04.24

Aceitar o que vier, e o que não vier também.

Calimero

Atravessarmo-nos até ao outro lado de nós, onde já estamos e nos esperamos sem saber o que esperar de nós, mas sabendo que lá chegaremos, que não nos faltaremos no que de nós sempre resta. Que nos chegaremos, que nos bastaremos, e que isso chega para respirarmos dia a dia, o dia que vem e tudo o que vai. Respirar até um dia - e pode ser mesmo só um dia - o dia nos respirar e a vida nos encher os pulmões da alma que sabemos que sente, que foi feita para sentir, e isso nada nos tira, pode adormecer, pode até adoecer, mas o que é verdadeiramente nosso não se perde, nem nos podem roubar. Mesmo que nos roubem o chão que nos enxuga as lágrimas, as lágrimas são nossas, o sorriso que as seca também, como a alma que nos habita e não nos morre. A alma é o que somos, é o nosso último reduto, a nossa essência, o que fica quando tudo o que pode ir vai, quando nada mais nos acresce além de nós. E há dias em que nos basta para aceitar o dia e agasalhar as noites. Sabermos quem somos. Mesmo que nos pareça pouco, nos pareça pequeno, nos pareça frágil. Mesmo que não consigamos ver em nós o que nos vêem.

Nos dias em que não se acredita, aceitar. O que vier, e o que não vier também.

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(imagem retirada da net)

Sex | 19.04.24

O desgaste e a monotonia ....

Calimero

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Trabalho nesta empresa vai fazer este ano em Julho 35 anos!!!!

Felizmente para mim, desempenhei e passei por varias funções embora algumas tivesse estado 17 anos seguidos!

Mudei ha cerca de 4 anos para novas funções, estas onde estou agora..!!!

Ja me reformava, simplesmente porque e violento este desgaste de tantos anos..Passei e passo mais tempo que em casa(familia, amigos. filhos etc..) 

Sempre quis e ambicionei fazer voluntariado, mas agora nesta fase que ainda estou de mente saudavel(acho eu..!!!) e de com faculdades razoaveis de saude..

Sinto-me  sufucada nesta rotina, vontade de abraçar outros projectos, outras pessoas..

Quem esta sentado as secretárias nao tem noção quando dita a idade da reforma..Não deveria ser por um numero , mas qd as pessoas sentissem que era a altura de o fazer...

É isto...!!!

Bom fim de semana a todos!